Amazônia corre risco de virar savana, diz novo indicador de relatório da ONU

– AFP PICTURES OF THE YEAR 2019 – Smokes rises from forest fires in Altamira, Para state, Brazil, in the Amazon basin, on August 27, 2019. – Brazil will accept foreign aid to help fight fires in the Amazon rainforest on the condition the Latin American country controls the money, the president’s spokesman said Tuesday. (Photo by Joao Laet / AFP)

O ranking global feito anualmente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD/ONU) neste ano inclui um novo indicador, o Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado às Pressões Planetárias (PHDI). Esse índice é um número ajustado do IDH de acordo com o nível de emissões de dióxido de carbono e de pegada de material per capita (volume de recursos naturais usados pela população). De acordo com a ONU, o índice deve servir como incentivo para a transformação. O PHDI do Brasil é de 0.710, ocupando a 74ª posição no ranking mundial.

De acordo com o documento, a Amazônia corre o risco de se transformar de floresta tropical em uma savana com o aumento da devastação causada principalmente por incêndios e mudanças de uso das terras. “Em 2018 e 2019, a Bolívia e o Brasil vivenciaram grandes perdas florestais – a Bolívia devido a incêndios e à agricultura em larga escala e o Brasil principalmente pela exploração madeireira e desmatamento para outro uso das terras”.

Um dos trechos do relatório destaca a importância da conscientização da sociedade para a preservação do meio ambiente. Mesmo com 78% das pessoas em todo o mundo concordando que sustentabilidade é importante, as ações concretas para proteger recursos naturais ainda são escassas.


Para a ONU, existem “incentivos que trabalham de forma subconsciente contra os valores das pessoas”, como empresas que criam a percepção de novas necessidades sociais com investimentos de bilhões de dólares em marketing para supostos novos produtos “essenciais”. No Brasil, o valor investido em marketing por apenas duas empresas – não citadas nominalmente no documento -, de US$ 1.48 bilhão, é quase oito vezes maior que o orçamento integral do Ministério do Meio Ambiente.

Estadão Conteúdo

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