Cultura e Lazer

Nordeste confirma liderança do sexo anal e revela região marcada por performance, intensidade e polos urbanos fortes no Censo dos Fetiches 2025

Fortaleza, Salvador e Recife puxam o comportamento regional, enquanto exibicionismo e fantasias coletivas ganham destaque

O Nordeste brasileiro acompanha a tendência nacional do Censo dos Fetiches 2025, divulgado pelo Sexlog, e confirma: o sexo anal segue como preferência absoluta também na região. Mas, ao aprofundar o olhar territorial, o levantamento revela um traço próprio do Nordeste: uma combinação de intensidade performática, forte presença urbana e protagonismo de capitais consolidadas como polos de desejo.

Os dados foram construídos a partir das escolhas feitas por usuários durante o onboarding da plataforma em 2025. Como cada pessoa pode selecionar múltiplos fetiches, os números representam repertório declarado e não escolhas exclusivas.

Se no Brasil o Top 5 nacional é liderado por sexo anal (73,6%), seguido por orgia, cuckold, dotado e voyeurismo, no Nordeste o desenho se mantém, mas com nuances que reforçam a identidade regional.

Capitais nordestinas concentram o maior volume de cadastros

O Nordeste abriga alguns dos principais pólos urbanos do país no universo do Sexlog. Em volume absoluto de cadastros que preencheram preferências em 2025, os destaques são:

  • Fortaleza (CE) –  4.502
  • Salvador (BA) –  3.843
  • Recife (PE) –  2.868
  • João Pessoa (PB) – 2.390
  • Natal (RN) – 1.873
  • Maceió (AL) – 1.859
  • São Luís (MA) – 1.804
  • Aracaju (SE) – 1.488
  • Teresina (PI) – 1.535

Fortaleza lidera isoladamente na região, consolidando-se como o maior mercado nordestino em volume de perfis com preferências declaradas. “O Nordeste sempre teve uma presença muito forte na plataforma. É uma região socialmente vibrante, com vida urbana intensa, e isso se reflete também na forma como o desejo é narrado”, afirma Mayumi Sato, CMO do Sexlog.

Sexo anal mantém hegemonia regional

Assim como no panorama nacional, o sexo anal lidera com ampla vantagem nas capitais nordestinas. Na capital cearense, mais de 2.200 usuários marcaram o fetiche como preferência. Em Salvador, o número também supera 1.700 marcações, enquanto Recife registra mais de 1.300. O padrão é consistente: independentemente do estado, o sexo anal aparece como âncora erótica da região, reforçando seu papel de consenso nacional.

Exibicionismo ganha força e reforça traço performático

Um dos traços que diferenciam o Nordeste de outras regiões é a força do exibicionismo. No recorte regional consolidado, o interesse aparece acima de 40%, alinhado ao destaque já apontado no Censo Nacional.

Nas capitais, o comportamento confirma a tendência:

  • Fortaleza registra mais de 1.200 marcações ligadas a dinâmicas performáticas.
  • Salvador ultrapassa 1.100.
  • Recife também apresenta números expressivos.

O dado sugere um erotismo que valoriza a cena, a visibilidade e a narrativa pública do desejo. “O exibicionismo no Nordeste não significa necessariamente prática aberta. Muitas vezes é fantasia, curiosidade e jogo visual. O desejo também é sobre performance”, explica Mayumi.

Fantasias coletivas mantêm protagonismo

Assim como no ranking nacional, orgia e cuckold aparecem com força no Nordeste. Em Fortaleza, o cuckold ultrapassa 2.200 marcações, enquanto orgias somam mais de 2.100. Salvador segue padrão semelhante, com mais de 1.700 marcações em cada um desses fetiches.

Recife também mantém números elevados, consolidando o trio sexo anal + orgia + cuckold como eixo dominante regional. Os dados indicam que o Nordeste compartilha a mesma tendência nacional de valorização da fantasia coletiva, mas com forte componente social. A região mantém foco em experiências a dois como base, mas abre espaço consistente para dinâmicas narrativas e observação.

Dotado e fantasia imagética reforçam repertório visual

Outro ponto que chama atenção no Nordeste é a força de fetiches imagéticos como “dotado”. Novamente, Fortaleza surge como a maioria, uma vez que 2.000 usuários marcaram essa preferência. Salvador supera 1.700, enquanto Recife também apresenta números acima de 1.300. “Esses dados indicam que o imaginário visual segue relevante na região, alinhado à tendência nacional de erotismo imagético forte”, diz Mayumi.

Interior também aparece, mas capitais puxam o ritmo

Embora cidades médias como Campina Grande (PB), Feira de Santana (BA), Caruaru (PE) e Petrolina (PE) apresentem bases relevantes, o comportamento nordestino é majoritariamente urbano e concentrado nas capitais. Diferentemente do Sul, onde cidades médias sustentam intensidade proporcional elevada, no Nordeste as capitais são o verdadeiro motor da dinâmica regional.

Nordeste e o cenário nacional

Quando comparado ao Censo Nacional, o Nordeste mostra forte alinhamento estrutural:

✔ Sexo anal permanece líder absoluto
✔ Fantasias coletivas seguem entre as mais escolhidas
✔ Fetiches imagéticos mantêm alta presença

O diferencial regional está na ênfase performática e social do desejo. O Nordeste aparece como uma região onde o erotismo tem dimensão pública mais evidente, ainda que, na prática, grande parte das fantasias permaneça no campo da imaginação e da negociação privada.

Adultos jovens lideram também na região

Assim como no panorama nacional, a faixa etária de 25 a 34 anos lidera os cadastros nordestinos, seguida por 35 a 44 e 18 a 24 anos. “O perfil indica desejo adulto, estruturado e com repertório consolidado, reforçando a leitura de que o fetiche, em 2025, é menos impulso e mais linguagem de conexão”, afirma Mayumi.

O que o Nordeste revela sobre o Brasil

O recorte regional confirma que o Nordeste está plenamente integrado às tendências nacionais, mas com identidade própria:

  • Forte concentração urbana
  • Intensidade performática
  • Presença marcante de exibicionismo
  • Fantasias coletivas consolidadas
  • Sexo anal como âncora erótica

“O fetiche amadureceu no Brasil inteiro. No Nordeste, isso aparece com clareza: as pessoas chegam sabendo o que querem experimentar ou imaginar”, conclui Mayumi.

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